A escolha do modelo de centro comercial impacta diretamente no custo da obra, no prazo de execução e no retorno do investimento. Cada tipo — do  strip mall ao shopping fechado — apresenta desafios distintos de projeto, operação e ocupação. A seguir, apresentamos um panorama objetivo das principais diferenças econômicas entre esses formatos.

Strip Mall: investimento baixo e sinergia entre lojas

Com estrutura simples e construção rápida, o strip mall é o modelo mais acessível em custo e prazo. Pode ser viabilizado em terrenos a partir de 1.000 m² e concluído em até 9 meses. Seu sucesso está na complementaridade entre operações: é comum encontrar uma loja de roupa fitness ao lado de uma de suplementos e de um spa, por exemplo. Essa lógica de nicho gera tráfego e fidelização com um investimento inicial controlado

Power Center: escala maior e presença de âncoras

Projetado para receber operações de grande porte, como supermercados ou academias, o power center exige um terreno acima de 1.500 m² e um investimento mais robusto. A presença de uma loja âncora é fundamental para atrair público e viabilizar o negócio. A partir dela, outras lojas complementares — como farmácias, bancos ou restaurantes — reforçam a experiência e o fluxo no local.

Open Mall: experiência a céu aberto

Com foco na integração urbana, o open mall combina lojas, alimentação e convivência em um ambiente externo. Custa mais que um strip mall, mas menos que um shopping tradicional. Exige atenção especial ao paisagismo, conforto térmico e drenagem. Operações como cafés, livrarias e lojas de decoração ajudam a construir uma atmosfera agradável e de permanência prolongada.

Shopping Center: investimento alto e retorno a longo prazo

Modelo mais complexo, o shopping center fechado demanda terrenos amplos, obras longas e alta especialização técnica. O retorno costuma ser mais demorado, mas compensador quando bem localizado. O mix inclui âncoras, satélites e lazer, tudo sob gestão centralizada e infraestrutura completa.

Entender os custos, prazos e exigências de cada modelo é essencial para tomar decisões mais seguras e alinhadas ao potencial do terreno e ao perfil do público.

Na NATO, transformamos essas variáveis em soluções viáveis, eficientes e bem posicionadas no mercado.

O Boulevard Sudoeste é a primeira incorporação da Franco Ribeiro. Uma construtora com mais de 30 anos de experiência com entregas de qualidade agora volta seu olhar para atender diretamente o público final. Sem um histórico de empreendimentos do tipo, era necessário encontrar a melhor forma de construir uma relação de confiança com o público, e desenvolver um projeto que favorecesse o melhor resultado possível nas vendas.

É nessa hora que a parceria com a NATO se construiu. O projeto legal, com a arquitetura geral do empreendimento, já existia. Caberia à nossa equipe desenvolver a fachada, os interiores da áreas comuns e todo o paisagismo para o lançamento do projeto.

Com uma abordagem integrada, reunimos nosso time de branding, design e nossos arquitetos para construir a estratégia desse projeto.

Com uma série de ferramentas de pesquisa, conseguimos definir qual seria o perfil de quem poderia ter interesse em morar ali. Com essas informações, definimos que esse era um projeto que precisava falar de segurança, bem-estar e disponibilidade. São pessoas em busca de construir novas etapas de suas histórias em um bairro familiar, com a segurança e as comodidades que um condomínio pode trazer.

O empreendimento ainda não tinha nome quando começamos nossos trabalhos, e ele foi um dos primeiros resultados desse processo. Em frente ao condomínio era necessário manter uma faixa longa de recuo, onde hoje se encontra um pitdog, o nome goiano para um quiosque de sanduíches. Nossas equipes perceberam o potencial de transformar esse espaço em uma área de convívio, uma praça para os moradores dali e da região. Nasce o Boulevard que deu nome ao empreendimento e que se torna um marco: mais que melhoria para quem vai morar aqui, essa é uma entrega para todos os moradores da região, que ganham uma praça com academia pública, espaço pet e uma vegetação com espécies nativa do Cerrado.

Assim, alinhamos os valores da marca do empreendimento com aquilo que o público valoriza: o sue bem estar e a qualidade de vida na rotina.

Esses valores guiaram também todo o projeto de interiores do empreendimento. Os materiais e iluminação foram pensados para criar ambientes acolhedores, onde as pessoas se sintam confortáveis e convidadas a estar ali. Eles também estão alinhados com a identidade da Franco Ribeiro. Para mostrar a identidade de incorporadora com histórico de engenharia, valorizamos os materiais, e trouxemos a naturalidade do concreto e algumas pedras.

As cores da identidade visual do Boulevad Sudoeste que desenvolvemos estão presentes em diversos pontos de acordo com a atmosfera, fortalecendo a identidade da marca.

O decorado segue o mesmo caminho estratégico: ambientes que mostram ao público a possibilidade de bem estar e conforto, materiais que mostram solidez, cores alinhadas com a identidade da marca e com a intenção de cada ambiente.

Uma sala confortável para receber os amigos no final de semana, o quarto para receber os netinhos de visita e com espaço para estudos ou trabalho. Cada material, mobiliário, cor e luz escolhida alinhada ao posicionamento da marca e aos desejos do público.

Todos nós já vimos as famosas imagens de sedes corporativas de grandes empresas de tecnologia que estão repletas de espaços de lazer e descompressão. Entre críticas e elogios, esses espaços chamam a atenção por um foco no bem estar atrelado a um aumento na produtividade. Mas mesmo onde não se pode colocar uma mesa e sinuca e alguns videogames, é possível criar um ambiente agradável de se trabalhar.

Em meados de 2020, com os primeiros picos de casos da Covid-19 e o auge das ações de distanciamento social, os escritórios ficaram vazios e muitas empresas escolheram, inclusive, fechar alguns desses espaços, adotando de vez o trabalho remoto ou híbrido. Mas o movimento está de volta às salas. Enquanto alguns colaboradores veem com receio a volta e se sentem inseguros, outros se adaptaram tão bem ao home-office que não veem muitos motivos para voltar ao espaço corporativo. Então, o espaço de trabalho que já tinha o desafio de aliar bem estar e produtividade, precisam agora se tornar atraentes para que as pessoas queiram estar ali. Mais ainda, esses ambientes precisam fortalecer a cultura de marca, fortalecendo a identidade e o propósito da empresa.

A Syngenta tem feito atualizações em seus espaços físicos nesse sentido. Neste projeto que a NATO desenvolveu, as estações de trabalho estão organizadas de forma dinâmica no espaço, próximas a bancos pensados para favorecer conversas rápidas. Favorecendo a troca de ideias e a integração da equipe, a sala se alinha ao propósito de inovação da empresa.

Nas duas laterais, esquadrias amplas conectam o escritório à vegetação do cerrado e ao restante da planta industrial. Em diversos pontos da circulação entre os blocos surgem espaços abertos de convívio com luz e ventilação natural. Essas são características importantes de espaços alinhados aos conceitos de wellness, uma tendência importante para esse segmento.

Eles também estão presentes em outro projeto, dessa vez em uma região urbana. Em uma sede da Enel, esses espaços de convivência estão nas conexões entre diversos blocos, e convidam os colaboradores a momentos de descompressão.

A vegetação também está presente no espaço interior, com vasos por todo o pavimento. As estações de trabalho em posições e tamanhos diversos dividem espaço com pequenos ambientes de concentração ou para reuniões rápidas. Seguindo a dinamicidade do trabalho, foram pensados ambientes que se adaptam às atividades de cada um em cada momento.

Com um projeto adequado para a realidade de cada equipe e alinhado ao propósito da marca, é possível transformar os espaços e criar ambientes onde as pessoas queiram estar presentes.